O que é o IOF e como ele funciona?

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ENTENDA OS EFEITOS DO IOF NAS SUAS FINANÇAS

Imposto é uma palavra recorrente na vida dos brasileiros, nas pautas e decisões do Governo Federal. É um tributo que serve para custear parte das despesas de administração e centenas de serviços essenciais à população. Um deles é o IOF, também conhecido como Imposto sobre Operações Financeiras (Crédito, Câmbio, Seguros, etc…) e qualquer outro tipo de operações relacionadas a títulos e valores mobiliários.

O IOF foi criado para ser um instrumento regulatório da economia. Por meio da arrecadação desse imposto, o Governo tem como saber como está a demanda e a oferta de crédito no Brasil. Além disso, os impostos regulatórios como o IOF podem ser alterados a qualquer momento, sem a necessidade de passar por aprovação no Congresso Nacional. Tal medida facilita a ação do Governo para o controle da base monetária.

Em maio de 2016, o Governo Federal aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 0,38% para 1,10%. A intenção do Ministério da Fazenda foi aumentar a arrecadação anual em mais de 2 bilhões de reais com a medida. No entanto, de acordo com o Banco Central, o valor dos gastos pelos brasileiros em 2016 no exterior foi a metade em relação ao mesmo período de 2015, e o menor desde 2009.

Mesmo com novo IOF, comprar moeda estrangeira em espécie ainda é mais barato e vantajoso que usar cartão de débito pré-pago ou cartão de crédito. Essas modalidades têm IOF de 6,38%.

Se o consumidor comprar R$ 1.000 em moeda estrangeira (já considerando a nova alíquota):

  • Em espécie, o IOF será de R$ 11;
  • No cartão de débito ou crédito, o IOF é de R$ 63,80.

O ponto de atenção na compra de moeda estrangeira em espécie é a questão da segurança. Se houver qualquer extravio, perda, roubo ou furto, a probabilidade de recuperação tende a zero. Enquanto as demais opções como cartão pré-pago e cartão de crédito, podem ser bloqueados, e também existe a possibilidade de realizar recargas à distância, caso seu dinheiro acabe durante a viagem. Para o cartão pré-pago, a taxa cambial é pré-fixada. Para o cartão de crédito convencional, a taxa utilizada não será da data da compra, mas sim, quando do fechamento de sua fatura, o que pode gerar uma significativa variação cambial. Busque alternativas mais econômicas como um FX Office. Os grandes bancos costumam cobrar taxas extremamente altas para todos estes meios de pagamento.

“Para quem ainda não tem uma conta-corrente no exterior, considerar dividir os gastos entre moeda estrangeira em espécie e o cartão pré-pago, pode ser uma boa combinação entre otimização de custos e segurança, assim como procurar a assessoria especializada de um FX Office”,  finaliza Clayton Pires, Sócio Fundador da FFX Office.