O que é spread bancário?

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O que é spread bancário?

Spread Bancário foi pauta de discussão na agenda do Banco Central no primeiro trimestre de 2017, representado pelo seu Presidente Ilan Goldfajn, a fim de promover a queda estrutural e sustentável do custo do crédito no Brasil.

Segundo Ilan, em meio às reformas que o atual governo sugere, inserir este tema é crucial, no sentido de ampliar a eficiência e produtividade econômica. Esta iniciativa levará a uma queda paulatina da taxa básica de juros no médio e longo prazo, ajudando no crescimento sustentável do país ao longo das próximas décadas.

Mas afinal, você sabe o que é spread bancário? Entenda o que é e como ele é formado.

O Spread nada mais é que a diferença entre o custo da captação de recursos e o valor cobrado para emprestá-lo a pessoas físicas e jurídicas, que em português, significa: margem. Se custo de captação do banco é de 10% ao ano, por exemplo, por meio de poupança, CDBs e outros produtos e ele empresta esse dinheiro por 50% ao ano, a diferença é o spread.

O que está implicitamente embutido nesta taxa?

1 – Custo da captação dos recursos: custo do dinheiro para a Instituição Financeira, balizado pela taxa Selic.

2 – Cunha Fiscal (Impostos + Compulsório): política fiscal expansionista ou restritiva, para fins de ajustes inflacionários e controle do dinheiro injetado na economia.

3 – Despesas administrativas: funcionários, estabelecimentos e agências.

4 – Custo do risco: inadimplência ou possíveis perdas financeiras.

5 – Margem do banco ou receita

O mesmo raciocínio é válido para entender como essas regras funcionam nas operações de câmbio. Diariamente, as Instituições Financeiras negociam, entre elas, suas posições em moeda estrangeira, para atender seus clientes finais. Obviamente, esta margem é flexível e varia de acordo com o volume da operação de câmbio, relacionamento do cliente com elas, produtos contratados, dentre outros fatores.

O Brasil possui um spread altíssimo, mesmo quando comparado a países emergentes, como China e Rússia. Especialistas do mercado financeiro explicam que o spread bancário no cenário internacional é mais baixo do que o praticado no Brasil devido a estrutura negativa do cenário nacional: erguida sob inadimplência, taxa básica de juros elevada, custos administrativos e residuais altos. Todos estes fatores presentes na economia brasileira levam às altas taxas de juros para o cliente final.

Do lado do cliente final, é muito importante comparar estas cotações em diferentes Instituições, como faz por exemplo, um FX Office. Isto pode gerar uma economia imensurável nestas transações internacionais. As grandes Instituições financeiras (bancos), costumam cobrar margens absurdas e, muitas vezes, abusivas, como exaustivamente noticiado nos meios de comunicação. Portanto, é aconselhavél cautela para não cair nestas armadilhas na hora de enviar ou receber recursos do exterior.